Guilherme Ribeiro

Not just another WordPress.com weblog

Posts Tagged ‘e-cigarette

Métodos modernos prometem acabar com o vício do cigarro

with one comment

Atualmente, combate ao tabagismo vai desde a conhecida goma de mascar até o recém lançado e-cigarette.2009-07-02 Tabagismo

Com a recém-criada lei estadual que proíbe – ou não – o uso/consumo de cigarros, cachimbos e charutos em lugares públicos e sabendo de todas os males que este vício pode causar, qual fumante já não pensou em largar o cigarro?

Hoje no Brasil já estão disponíveis diferentes e modernos métodos antitabagismo. Um destes produtos – e talvez o mais conhecido deles – é o adesivo de nicotina, o chamado skin patch. São pequenos adesivos que, quando colados diretamente sobre a pele, liberam gradativamente doses de nicotina num período de 24 horas. Dependendo do grau do vício, o tratamento pode ter até três fases, os adesivos devem ser trocados diariamente e sempre colados em áreas diferentes do corpo.

Outro produto conhecido dos fumantes é a goma de mascar com nicotina. Deve ser consumida como um chiclete comum cada vez que o usuário sentir vontade de fumar. Fornece uma dose de nicotina terapêutica, menor que a de um cigarro. A novidade fica por conta das novas versões, que prometem até auxiliar no branqueamento dos dentes – o cigarro deixa o sorriso amarelado com o passar do tempo.

Um produto ainda não tão popular entre os que querem parar de fumar é a Bupropiona. O uso de substâncias para largar o vício não é novidade, mas a Bupropiona – que se apresente em forma de pílulas – pode sim ser considerada uma aliada revolucionária daqueles que desejam largar o cigarro. Ela age diretamente na produção de dopamina e substâncias semelhantes – ligadas ao vício – e inibem a vontade de fumar. Também é usada no tratamento de sintomas ligados à depressão, por isso seu uso só deve feito com orientação médica.

Os efeitos colaterais causados pelos remédios usuais como a insônia e o aumento no peso são mais amenos no caso da Bupropiona, e ela ainda pode ser usada em conjunto com os skin patches para potencializar seu efeito.

2009-07-02 E-cigaretteA grande novidade deste segmento é o recém-lançado cigarro eletrônico. Conhecido como e-cigarette, já pode ser comprado pela internet e  custa cerca de 200 reais. Parece um cigarro comum: tem o mesmo tamanho, formato e cor, mas funciona à bateria.

De origem chinesa, seu grande trunfo, segundo a Golden Dragon Group, fabricante do produto, é que “ele parece um cigarro e permite às pessoas sentirem o prazer de fumar. Isso o faz ser diferente”. O usuário traga apenas nicotina, sem cheiro e sem fumaça e é ele – o fumante – quem dosa a quantidade nicotina. Além disso, por não produzir fumaça, apenas vapor, pode ser utilizado em abientes fechados.

Para Silvia Cury, coordenadora do serviço de psicologia e dos programas de controle do tabagismo do HCor (Hospital do Coração), “o cigarro eletrônico não pode ser considerado método para parar de fumar; primeiro porque ele ainda não foi autorizado pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária); segundo porque não existem pesquisas de cunho científico atestando se o dispositivo é eficaz.” Já para a dona de casa Mitiz Cunha, fumante há mais de 30 anos e usuária do e-cigarette há três meses, desde que se submeteu a uma cirurgia de emergência do coração, “o cigarro eletrônico foi a salvação, me satisfaço pelo simples fato de ter o que segurar e tragar. Já nem sinto mais falta do cigarro comum.”

Para o clínico geral a unidade Ipiranga do Hospital e Maternidade São Camilo, Dr. Edgard Ferreira, “ter determinação e vontade própria é a chave para parar de fumar, não basta acreditar que um método será a salvação. O abandono da dependência só vem através de iniciativa e força de vontade, em conjunto com auxilio médico.”

Na cidade de São Paulo existe o programa de Terapia Antitabagismo no Hospital Universitário da USP além de outros semelhantes. E em todo o Brasil existe o programa do Governo Federal/Ministério da Saúde ‘Pare de Fumar – Disque Saúde‘, cujo telefone é 0800-61-1997.

[Co-autoria de Fernanda Britto]

Written by Guilherme Ribeiro

02/07/2009 at 22:06