Guilherme Ribeiro

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Os amigos e os cinco estágios da carreira…

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Andei pensando (e lendo, inclusive) bastante sobre carreira ultimamente. Nessas, encontrei um texto interessante do Max Gehringer que gostei. Apenas para compartilhar… Segue:

Existem cinco estágios em uma carreira.

O PRIMEIRO ESTÁGIO é aquele em que um funcionário precisa usar crachá, porque quase ninguém na empresa sabe o nome dele.

No SEGUNDO ESTÁGIO, o funcionário começa a ficar conhecido dentro da empresa e seu sobrenome passa a ser o nome do departamento em que trabalha. Por exemplo, Heitor do contas a pagar.

No TERCEIRO ESTÁGIO, o funcionário passa a ser conhecido fora da empresa e o nome da empresa se transforma em sobrenome. Heitor do banco tal.

No QUARTO ESTÁGIO, é acrescentado um título hierárquico ao nome dele: Heitor, diretor do banco tal.

Finalmente, no QUINTO ESTÁGIO, vem a distinção definitiva. Pessoas que mal conhecem o Heitor passam a se referir a ele como “o meu amigo Heitor, diretor do banco tal”. Esse é o momento em que uma pessoa se torna, mesmo contra a sua vontade, em “amigo profissional”.

Existem algumas diferenças entre um amigo que é amigo e um amigo profissional. Amigos que são amigos trocam sentimentos. Amigos profissionais trocam cartões de visita.

Uma amizade dura para sempre. Uma amizade profissional é uma relação de curto prazo e dura apenas enquanto um estiver sendo útil ao outro. Amigos de verdade perguntam se podem ajudar. Amigos profissionais solicitam favores. Amigos de verdade estão no coração. Amigos profissionais estão em uma planilha.

É bom ter uma penca de amigos profissionais. É isto que, hoje, chamamos de networking, um círculo de relacionamentos puramente profissional. Mas é bom não confundir uma coisa com a outra. Amigos profissionais são necessários. Amigos de verdade, indispensáveis.

Algum dia, e esse dia chega rápido, os únicos amigos com quem poderemos contar serão aqueles que fizemos quando amizade ainda era coisa de amadores.

Max Gehringer

Abraço!

Written by Guilherme Ribeiro

20/07/2014 at 17:30

[Des]Diplomacia?

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Polêmica, a decisão do STF que julgou inconstitucional a exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista dividiu opiniões e abriu espaço para novas discussões.

Um dos selos da campanha da FENAJ
Selo da campanha da FENAJ

Muito já se falou – e com certeza será falado – a respeito  do recurso extraordinário [RE 511961] que deu provimento à causa impetrada pelo  SERTESP – Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão de São Paulo – em conjunto com o Ministério Público Federal contra a obrigatoriedade do diploma para a prática do jornalismo. O julgamento ocorrido no dia 17/06/09 foi várias vezes adiado e motivou uma série de protestos, campanhas e mobilizações em meio à classe diretamente afetada bem como na sociedade em geral.

A maior preocupação dos atuais ou futuros jornalistas, formados ou em vias de, portadores do MTB – registro profissional equivalente ao CRM, OAB, etc. – ou dele desejosos, provavelmente varie entre as possibildiades de haver aumento na concorrência para o mercado de trabalho e, supostamente, a queda na qualidade da produção dos textos jornalísticos, a falta de ética e compromisso com a verdade, a má apuração dos fatos, o acirramento dos jogos de interesses, etc…

Não acredito nisso.

Em Direito fala-se em validade de uma lei – ou norma jurídica. Essa validade divide-se basicamente em duas vertentes: a validade formal e a validade social. A primeira trata da parte burocrática – não menos importante, mas mera consequência necessária: projeto, aprovação, julgamento, sanção, publicação, prazo para início do vigor; já a segunda – e que mais nos interessa neste assunto – “corresponde aos efeitos produzidos por ela na sociedade, sua eficácia e adequação”¹. Já perceberam onde vamos chegar?

O que faz pensar que os veículos sairão contratando pessoas sem qualquer conhecimento em comunicação social aplicada ao jornalismo ou profissionais de outras áreas para tomar o lugar dos jornalistas? A não exigência do diploma é mera formalidade, consequência de um conflito legal há muito existente. A não obrigatoriedade do diploma corre grandes riscos de não ter adesão popular nem dos que empregam nesta área.

Não podemos deixar de reconhecer que a concorrência por uma vaga de jornalista em determinados veículos de comunicação, em remota hipótese, pode sim aumentar, mas cabe aos futuros jornalistas sair da sala de aula mais do que portador de um diploma. Sabe-se que formados, os candidatos ao emprego de jornalista tem maores chances de atender ás expectativas e requisitos da profissão, mas a formação em massa, robotizada, de profissionais mecanizados e cheios de teoria é alvo de severas críticas de gente importante deste ramo, além de contribuir para um jornalismo cada vez mais alinhado ao senso comum e sem nenhum atrativo.

Não será a permissividade de que qualquer brasieliro torne-se jornalista a vilã desta classe profissional, mas sim os que a integram. A falta de reciclagem técnica, a subjetividade e a falta da ousadia em detrimento da mesmice, por exemplo, podem represntar maiores riscos para o profissioanl desta área do que a própria ‘queda’ do diploma.

Publicitários não precisam de diploma, nem escritores, artistas plásticos também não, músicos menos ainda. E são eles os mais crassos exemplos de profissionais ligados à arte, criação e livre expressão do pensamento.

Ao contrário do que se pensa, o fim do diploma deve ajudar os cursos de jornalismo. Basta ler um texto universitário para ver a inviabilidade da linguagem acadêmica na mídia. Os profissionais que desejarem prosperar numa Redação terão de reciclar sua linguagem e lidar com as técnicas de comunicação; o acadêmico tem a reverência do processo; o comunicador, a do instante.

Gilberto Dimenstein, Folha de S. Paulo, 21/06/09.

Espero sinceramente ter conseguido expressar minha tranquilidade, enquanto aluno do 4º semestre de Jornalismo, em relação a passageira incerteza que povoou minha mente nos dias que sucederam o julgamento do tal RE.

Mas hoje confesso que acredito em cada palavra do que disse aqui, e ainda que concordo piamente com Dimenstein.

¹Citação de Erika Camargo Vegners

Written by Guilherme Ribeiro

07/07/2009 at 22:15

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[RE]Começo.

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Não é de hoje que estou pra retomar as atividades em blogs. E como em todas as outras vezes, resolvi [re]começar do zero!

Novo blog, novo nome, novo formato, servidor… Tudo novo!

Espero que não seja este mais um dos que abandonei, recheados de bons posts, bons rascunhos que não viraram posts e de milhões de boas idéias que nem rascunho chegaram a ser…

Ainda não sei que rumo tomar com esse blog. A única coisa que sei é que preciso externar tudo o que se passa em minha mente ao mesmo tempo e de forma desordenada.

Gosto da idéia de falar sobre Responsabilidade Sócioambiental e demais assuntos relacionados às práticas pró meio-ambiente. Também gosto de falar sobre carros, sobre assessoria de imprensa, sobre música, sobre a vida [a minha e a dos outros, claro!]…

Mais do que qualquer um dos temas, gosto de falar sobre todos eles num mesmo blog, de forma ainda desordenada e desconexa, até que num dia qualquer dessa vida eu perceba o que realmente quero fazer dela…

O que eu sei da vida até agora é que acabo de passar para o 4º semestre de Jornalismo, trabalho – não na área, ainda, por motivos de força maior  -, fui submetido a um transplante de córnea por conta do Ceratocone em estágio avançado – eis aí o tal motivo de força maior -, sei também que estou seguro quanto à questão da não obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão – eu me garanto mesmo! – e que, pra finalizar, o motivo de força maior cresceu: preciso refazer o transplante!

Não posso dizer mais nada, nem quero. Não estou em condições de fazer planos, não sei como srá minha vida daqui a cinco anos, seis meses, vinte e três dias e duas horas… Tudo o que tenho são idéias, esboços opacos.

Considero-me bem-vindo ao [re]começo da prática de escrever!

Written by Guilherme Ribeiro

27/06/2009 at 18:49