Guilherme Ribeiro

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Archive for julho 2009

Eu comento! Tu comentas? Ele comenta…

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Você sabe por que devemos deixar comentários nos blog’s por onde passamos? Descubra aqui.

Já fez um comentário hoje?Se você chegou até aqui e lê agora estas palavras é por que tem acesso à magnífica rede mundial de computadores, a internet! Mais do que isso, sabe que este site que você – graças à Deus! – continua lendo é um blog que você acessou após ser vítima de mais uma das minhas newsletters – cuja finalidade é divulgar este novo projeto ao qual me engajei – ou que apenas encontrou no Google após executar uma busca por um tema do seu interesse.

Dadas as circunstâncias e os fatos, vamos à pergunta da vez. Responda rápido e sinceramente: quantos comentários você já deixou em blogs? Quantas vezes você dividiu sua opinião com o autor daquilo que acabou de ler, seja sobre o assunto abordado, seja sobre a forma como ele o fez?

Pois é, meu caro. Se soubesses como os comentários são importantes… Os comentários são a motivação, o gás que o blogueiro precisa pra continuar, são os empurrões que ele precisa para melhorar, ou, nos casos mais tristes, o puxão à realidade que motiva – com razão – um blogueiro sem futuro a desistir de escrever e partir pra outra! [Rs…]

Brincadeiras à parte, comentários são de fato sempre bem-vindos, e as respostas a eles, também. Acredito que faz parte do protocolo agradecer o comentário, mostrar que realmente se importa com o tempo dispensado a você pela pessoa que leu e comentou – juro que sou muito grato a todos que leram, mais ainda aos que comentaram e nenhum pouco aos que nem leram e nem comentaram! [Rs… x2]

Brincaderias à parte – de novo -, outra prática comum é a troca de comentários. O autor/dono de um blog entra no blog de outro, lê algo e comenta – deixando lá o link do seu blog. O outro faz o mesmo no blog do um.

Sou a favor dessa prática, desde que os comentários sejam reais ou sinceros, estejam relacionados com o tema e que principalmente sejam feitos num post encontrado por meio de pesquisa acerca do tema, ou seja, uma descoberta aleatória tipo a “Estou com sorte!” do Google, mas sem aquele quê de mera publicidade…

Não estou aqui querendo sensibilizar ninguém nem implorando para que você, leitor, comente meus textos.

Mas também não posso negar que um comentário recebido, mesmo que pareça ser uma coisa simples e banal diante de tanta informação disponível e coisas acontecendo ao mesmo tempo nessa rede desenfreada, de fato tem um grande peso para quem recebe – mesmo que não seja positivo!

É, ao contrário do que dizem, críticas são sim bem-vindas. Penso que toda crítica é construtiva e por sê-la, abre espaço para que melhorias, novos rumos e objetivos sejam pensados, almejados e – com sorte – alcançados!

Por isso, sempre que sentir que algo deve ser dito sobre o que está lendo, diga!

Ah, sugestões de assuntos também são bem-vindas!

Abraço!

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Written by Guilherme Ribeiro

27/07/2009 at 20:42

A gente faz do seu jeito…

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Tendência, a exclusividade fruto da personalização de itens de consumo ao gosto do consumidor vem ganhando cada vez mais adeptos e conquistando espaço no dia-a-dia.

É bem provável que você já tenha alterado as características originais de uma peça de roupa antiga, de um objeto qualquer ou mesmo a aparência de algum gadget como telefone celular ou iPod, mas e se mais objetos pudessem ter a sua cara? Melhor ainda: e se estes objetos viessem com a sua cara direto da fábrica, novinhos em folha?

Isso já é possível… Uma infinidade de produtos hoje podem ser comprados exatamente como deseja – com maior ou menor número de características alteráveis, é claro, mas todas a seu gosto! E com a internet, essa gama de itens vem aumentando em número de opções e adeptos.

Camiseta criada por upload de imagem no site KmisetasO Kmisetas oferece aos clientes a possibilidade de escolher a cor e o corte da camiseta – básica, regata, baby look ou infantil – além, é claro, de permitir que o usuário monte sua camiseta com um ou dezenas de fotos/imagens salvas no computador ou disponibilizadas na galeria de imagens do site, podendo ainda redimensioná-las e posicionar a seu gosto. Detalhe: podem também ser inseridas imagens nas costas.

Os preços variam entre r$ 20 e r$ 30 – de acordo com a cor, quantidade encomendada e outros critérios – sem o valor do frete.

Do mesmo segmento mas com preços mais salgados – começando em r$ 29 -, o site Camisetas da Hora oferece o diferencial de permitir ao cliente selecionar o local – ou os locais – onde serão impressas as estampas – inclui opções até para as mangas! -, mas não é possível redimensionar ou posicionar a seu modo a foto ou imagem enviada. Oferece também galeria com muitas opções de modelos prontos.

Algumas combinações possíveis do site Fábrica de RelógiosJá o Fábrica de Relógios é uma prato cheio para os amantes da customização. No site é possível selecionar para o fundo do mostrador uma imagem entre as centenas – talvez milhares – organizadas por temas,  ou como no caso das camisetas, fazer upload de uma imagem ou foto a partir de seu computador, além de escolher o formato e material da caixa do relógio e o tipo e cor da pulseira – são mais de 30 opções entre aço, borracha, couro [com ou sem textura ou revestimento em tecido] e silicone, variando de acordo com a caixa escolhida.

Pra finalizar, até o formato e cor da embalagem onde o produto vem acondicionado – tornando-se ótima pedida para presentear – podem ser escolhidas!

Os preços vão de r$ 110 a r$ 150 para a linha adulto; o modelo infantil custa r$ 59 – não inclusos os custos de envio.

Outra boa – e mais barata – opção para presente são as canecas da Loja das Canecas. No site o cliente pode inserir texto ou uma imagem horizontal ou vertical para ser impressa na caneca. As opções de personalização são poucas, mas é um prato cheio para os apaixonados por canecas. Cada caneca custa r$ 19,90 sem o frete.

A gama de produtos personalizáveis não para por aí. Procurando pela internet é possível encontrar empresas que ofereçam aos clientes serviços de customização em almofadas, mousepad’s, calendários, toalhas, aventais, quebra-cabeças, adesivos, cinzeiros, cadernos, bolsas, mochilas, estojos, pratos de cerâmica, baralho… É personalização que não acaba mais!

Adidas W1 Adicolor

Ou faça você mesmo!

Grandes marcas têm aderido à moda da personalização de seus produtos de uma maneira um pouco diferente: trata-se do conceito “Do it yourself” ou em bom português, “Faça você mesmo”. Lançadas geralmente em edições especiais – raras e caras! – estes produtos tornam-se rapidamente objeto de desejo de colecionaadores e fashionistas de plantão. É o caso do Adidas W1 Adicolor, edição especial do modelo mais vendido da marca das três listras, que com tiragem de apenas 1000 unidades pode custar até US$ 500! Vem em embalagem de luxo para que o dono pinte o sete com as 7 bisnagas de tintas coloridas, pincel e paleta.

Segundo psicólogos e demais estudiosos de temas ligados a sociedade e comportamento, essa tendência à personalização representa uma clara vontade – ou até mesmo necessidade – de que cada ser tem de se sentir único em meio a tanta mesmice.

Ray-Ban Wayfarer Colorize KitA padronização estética e sua quase sempre presente superficialidade levam os consumidores a valorizar o destaque ganho com peças de vestuário ou demais objetos que se sobressaiam em meio à multidão.

A norte-americana Ray-Ban e a italiana Fendi também já se valeram  da novidade com kits customizáveis como o Ray-Ban Wayfarer Colorize Kit e o Fendi Artist Baguette, respectivamente.

Fendi Artist Baguette

O primeiro trata-se de uma reedição do modelo mais famoso da marca – preço não disponível. O segundo, da famosa bolsa lançada em 1997, que pode ser seu pela bagatela de US$ 1.300 – bem além dos já salgados preços da marca.

Ambos vem na cor branca com canetinhas permanentes coloridas.

É, parece que o conceito de fazer do seu jeito vai agora bem além da quantidade de queijo no seu sanduíche…

AVISO: Este não é um post pago [não foi encomendado/remunerado pelas empresas nele citadas].
Apenas as opiniões aqui expressas são de responsabilidade do[s] autor[es]. Não nos responzabilizamos pela disponibilidade e/ou qualidade dos serviços e produtos aqui mencionados.

Written by Guilherme Ribeiro

25/07/2009 at 15:35

Cookie é bom, ninguém dá? Eu dou!

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Cookies para presente!Hoje é aniversário da minha avó paterna, minha Babushka, Baba para os íntimos e vulgo Dona Maria – sim, vulgo, pois vulga não existe – e, para comemorar essa data especial, ia rolar aquele bolinho clássico e sempre muito bom no apartamento dela.

Ao contrário do que aparenta, nunca fiz promessa pra santo nenhum cuja penitência – ou qualquer que seja o nome – fosse nunca ter dinheiro, nem sou de uma religião que exija isso e nem gosto de não ter grana, mas isso já é de praxe. Já faz meses que não sei o que é ter o saldo bancário credor. Estou até incrédulo quanto ao fato de um dia sair do buraco…

Mas enfim, voltando ao assunto, o lance da grana foi pra dizer que, como não vai rolar de comprar presente resolvi cozinhar! Sim, o que à primeira vista parece estranho é perfeitamente normal e faz muito sentido: pessoas adoram ganhar presentes personalizados, feitos artesanalmente, onde você demonstra mais do que apreço pela pessoa presenteada, pois dedicou seu tempo a ela, seu precioso e atualmente escasso tempo! E cozinhar é arte, é artesanato em sua forma mais pura!

A escolha da vez foi presenteá-la com uma fornada dos meus famosos cookies que, modéstia à parte, conquistaram fama sozinhos – no boca-a-boca, literalmente – e com muito mérito – o troço é bom pra cacete!

Toda essa explicação sobre o aniversário, os cookies e o presente foi só pra chegar neste ponto: sempre que faço cookies me lembro das mesmas coisas, clássicas, mas que só me vêm à mente quando se dá o início do preparo da receita, as quais enumero a seguir…

Em casa:

1.Nunca tenho todos os ingredientes desta receita em casa!

2.Esse fermento tá na validade? Deixa eu ver se ele ‘ferve’…

3.Essa quantidade de farinha… Será que dá? Melhor comprar um pacote.

No mercado:

4.Essa manteiga tem sal? Na embalagem não diz nada!

5.Farinha especial ou comum?

Com a mão na massa:

6.Vou bater a massa à mão, fica muito melhor que na batedeira!

7.Se essa barrinha de manteiga tem 200g, 130g é mais ou menos aqui – deslizando a faca enquanto divago sobre o local do corte.

8.Nossa! Baunilha tem um cheiro tão bom… E um gosto tão ruim!

9.A farinha dava!

10.Ah, minha tendinite! Por que eu não usei a batedeira? Que frescura!

Colocando os cookies ainda crus na assadeira:

11.Será que terão gotas de chocolate em todos eles?

Colocando a 4ª fornada de cookies ainda crus na assadeira:

12.Essa massa não acaba?

Depois de prontos e frios:

13.Nossa, valeu o sacrifício!

14.Fica feio dar os cookies no vidro que é dela que tá aqui em casa?

15.Precisa embrulhar?

16.Será que dá pra ganhar dinheiro fazendo isso?

17.Preciso de um Dorflex…

Written by Guilherme Ribeiro

23/07/2009 at 18:50

Córnea mansa

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Pode ir armando o coreto e preparando aquele feijão preto
Eu tô voltando
Põe meia dúzia de Brahma pra gelar, muda a roupa de cama
Eu tô voltando…

Aqui estou, de novo e de volta.

“Estou”, né?

Entre aspas porque não voltei inteiro. Deixei no Hospital São Paulo minha córnea, minha segunda córnea, na verdade.

Estou pró já nesse lance de transplante, e após a primeira tentativa em 23/04, mal-sucedida por conta da alergia e da até então inevitável rejeição, acho que agora vai!

A visão já está clareando, mas como antes, cansa rápido. A sensibilidade à luz já está diminuindo, mas ainda não dispenso os óculos escuros, mesmo dentro de casa…

Essa segunda cirurgia, realizada em 14/07 teve um quê de espetáculo. Muito engraçado toda a equipe em volta de mim no pós-operatório, ouvindo a professora e chefe do ambulatório fazendo observações, comparações, e recomendações; e ao mesmo tempo mantendo ávida atenção ao monitor preso à parede que exibia em tempo real as imagens que ela via através daquele aparelho que os oftalmologistas utilizam o tempo todo e que eu nunca soube o nome…

É engraçado pensar sobre os transplantes. A grosso modo, a inviolabilidade do meu corpo, a harmonia do meu universo, a minha corrente enérgica enquanto organismo vivo e pulsante e todos esses papos-cabeça meio hipponga – que fazem sentido – foram quebradas!

As pessoas me perguntam como é ter o órgão de outra pessoa instalado em você. Querem que eu diga qual é a sensação de saber que aquele pedacinho de matéria que agora tanto me é necessário já pertenceu a outro alguém, e que esse alguém obviamente já está morto…

Eu vos digo. A complexidade desses fatos, fatores e de toda essa questão psico-filosófica se resume numa única e exclusiva palavra:

NADA!

Hahahahahahah, verdade! Nada muda!

Além dos meus anticorpos e suas eternas brigas com os alérgenos e etc. todo o resto do meu corpo não faz a menor idéia de que aquilo – a córnea – não é meu,  e meu psicológico sabe bem, mas nem liga.

Não pesquisei sobre este assunto pra saber como as outras pessoas que foram submetidas à transplantes de córnea ou mesmo de outros órgãos se sentem – nem pretendo pesquisar -, mas sei que o que muda de pessoa pra pessoa está basicamente atrelado a um dos inúmeros fatores que tornam cada ser humano único e inimitável: sua visão sobre e sua relação com o mundo e tudo que nele há. O que ela já sentia/pensava é o que deve determinar como ela se sentirá/pensará sobre essa situação, igual a tudo o que acontece com todo e qualquer ser humano. É… É basicamente uma questão filosófica…

Ah, cansei desse papo cabeça sem pé nem cabeça.

O que importa mesmo é a fé que que boto nessa córnea e na vontade de que minha alergia goste dela – ou ao menos aceite-a, mesmo sem gostar – desta vez; e que eu continuo na onda da Simone:

Leva o chinelo pra sala de jantar
Que é lá mesmo que a mala eu vou largar
Quero te abraçar, pode se perfumar
Porque eu tô voltando

Dá uma geral, faz um bom defumador
Enche a casa de flor
Que eu tô voltando
Pega uma praia, aproveita, tá calor
Vai pegando uma cor
Que eu tô voltando

Faz um cabelo bonito pra eu notar
Que eu só quero mesmo é despentear
Quero te agarrar
Pode se preparar porque eu tô voltando
Põe pra tocar na vitrola aquele som
Estréia uma camisola
Eu tô voltando

Dá folga pra empregada
Manda a criançada pra casa da avó
Que eu to voltando
Diz que eu só volto amanhã se alguém chamar
Telefone não deixa nem tocar
Quero lá, lá, lá, ia, porque eu to voltando!

[Música de Paulo César Pinheiro e Maurício Tapajós]

Written by Guilherme Ribeiro

22/07/2009 at 13:32

Publicado em assuntos internos

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[Des]Diplomacia?

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Polêmica, a decisão do STF que julgou inconstitucional a exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista dividiu opiniões e abriu espaço para novas discussões.

Um dos selos da campanha da FENAJ
Selo da campanha da FENAJ

Muito já se falou – e com certeza será falado – a respeito  do recurso extraordinário [RE 511961] que deu provimento à causa impetrada pelo  SERTESP – Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão de São Paulo – em conjunto com o Ministério Público Federal contra a obrigatoriedade do diploma para a prática do jornalismo. O julgamento ocorrido no dia 17/06/09 foi várias vezes adiado e motivou uma série de protestos, campanhas e mobilizações em meio à classe diretamente afetada bem como na sociedade em geral.

A maior preocupação dos atuais ou futuros jornalistas, formados ou em vias de, portadores do MTB – registro profissional equivalente ao CRM, OAB, etc. – ou dele desejosos, provavelmente varie entre as possibildiades de haver aumento na concorrência para o mercado de trabalho e, supostamente, a queda na qualidade da produção dos textos jornalísticos, a falta de ética e compromisso com a verdade, a má apuração dos fatos, o acirramento dos jogos de interesses, etc…

Não acredito nisso.

Em Direito fala-se em validade de uma lei – ou norma jurídica. Essa validade divide-se basicamente em duas vertentes: a validade formal e a validade social. A primeira trata da parte burocrática – não menos importante, mas mera consequência necessária: projeto, aprovação, julgamento, sanção, publicação, prazo para início do vigor; já a segunda – e que mais nos interessa neste assunto – “corresponde aos efeitos produzidos por ela na sociedade, sua eficácia e adequação”¹. Já perceberam onde vamos chegar?

O que faz pensar que os veículos sairão contratando pessoas sem qualquer conhecimento em comunicação social aplicada ao jornalismo ou profissionais de outras áreas para tomar o lugar dos jornalistas? A não exigência do diploma é mera formalidade, consequência de um conflito legal há muito existente. A não obrigatoriedade do diploma corre grandes riscos de não ter adesão popular nem dos que empregam nesta área.

Não podemos deixar de reconhecer que a concorrência por uma vaga de jornalista em determinados veículos de comunicação, em remota hipótese, pode sim aumentar, mas cabe aos futuros jornalistas sair da sala de aula mais do que portador de um diploma. Sabe-se que formados, os candidatos ao emprego de jornalista tem maores chances de atender ás expectativas e requisitos da profissão, mas a formação em massa, robotizada, de profissionais mecanizados e cheios de teoria é alvo de severas críticas de gente importante deste ramo, além de contribuir para um jornalismo cada vez mais alinhado ao senso comum e sem nenhum atrativo.

Não será a permissividade de que qualquer brasieliro torne-se jornalista a vilã desta classe profissional, mas sim os que a integram. A falta de reciclagem técnica, a subjetividade e a falta da ousadia em detrimento da mesmice, por exemplo, podem represntar maiores riscos para o profissioanl desta área do que a própria ‘queda’ do diploma.

Publicitários não precisam de diploma, nem escritores, artistas plásticos também não, músicos menos ainda. E são eles os mais crassos exemplos de profissionais ligados à arte, criação e livre expressão do pensamento.

Ao contrário do que se pensa, o fim do diploma deve ajudar os cursos de jornalismo. Basta ler um texto universitário para ver a inviabilidade da linguagem acadêmica na mídia. Os profissionais que desejarem prosperar numa Redação terão de reciclar sua linguagem e lidar com as técnicas de comunicação; o acadêmico tem a reverência do processo; o comunicador, a do instante.

Gilberto Dimenstein, Folha de S. Paulo, 21/06/09.

Espero sinceramente ter conseguido expressar minha tranquilidade, enquanto aluno do 4º semestre de Jornalismo, em relação a passageira incerteza que povoou minha mente nos dias que sucederam o julgamento do tal RE.

Mas hoje confesso que acredito em cada palavra do que disse aqui, e ainda que concordo piamente com Dimenstein.

¹Citação de Erika Camargo Vegners

Written by Guilherme Ribeiro

07/07/2009 at 22:15

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Você já alugou uma pessoa?

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Prática vem crescendo e se diversificando, e sua presença no dia-a-dia é mais comum do que se imagina.

A princípio, a idéia de alugar alguém pode soar um tanto quanto estranha, mas basta pensar um pouco em sua rotina e daqueles que estão à sua volta para perceber que a tendência à prestação de serviços chegou de vez, e conquista cada vez mais espaço na vida do sujeito moderno.

2009-07-06 Alugue - dogwalker

À primeira vista, qualquer um pode considerar uma faxineira, babá ou cozinheira uma pessoa “alugada” – de fato elas o são -, mas numa outra escala, como empregados de fato, assim como jardineiros, motoristas, etc… Mas e em dogwalker, você já ouviu falar?

Com o ritmo de vida cada vez mais acelerado, é nítido que a carreira, a família e o lazer se chocam e se desdobram tentando em vão  chegar a um consenso, e é claro que as atividades “menos importantes” sofrerão as maiores consequências: passear com seu cão, por exemplo.

Pessoas que definitivamente não tem disponibilidade de tempo, disposição ou mesmo paciência de passear com seus cães não precisam mais abrir mão de ter um companheiro. É isso que os dogwalkers fazem: passeiam com seu cão por você. Por um preço que varia de 15 a 30 reais – dependendo da empresa, dias da semana, contratação de pacotes inteiros, etc… – é possível fazer com que seu cão caminhe por um período de uma a uma hora e meia, se exercite e reduza consideravelmente os níveis de estresse sem aumentar o seu.

2009-07-06 Alugue - marido

E um marido de aluguel?

Indicado a princípio para mulheres que moram sozinhas, o marido de aluguel é vítima fácil da incompreensão quanto a finalidade dos seus serviços. Ele serve basicamente para fazer os serviços básicos que toda residência demanda – e que os maridos de antigamente faziam – como consertar tomadas, trocar chuveiros, desentupir canos e sifões, trocar torneiras, etc… O sistema de cobrança pelos serviços prestados se dé de duas formas: por valor pré-fixado, variando de 10 a 50 reais – “melhorar a imagem da TV” e “instalar ventilador de teto”, respectivamente – ou por hora, executando todos os pequenos serviços e reparos de que sua residência carece – desejando aí que o “maridão” trabalhe no modo fast as you can.

Outro tipo de profissional que pode ser alugado é o personal dancer. Com preços que variam de 50 a 100 reais por período – a noite toda -, estes profissionais, geralmente professores de dança contratados pelas próprias alunas ou através de anúncios em classificados online, tem feito a alegria das elegantes senhoras que não se permitem entrar desacompanhadas – nem ficar paradas – nos agitados bailes e jantares dançantes promovidos para o público da terceira idade. Os personal dancers contam que é comum as clientes se deixarem envolver por todo aquele clima de sedução e encanto propícios da dança e confundirem as coisas, mas que via de regra elas sabem separar as coisas e encaram o parceiro como um prestador de serviço de fato.

Uma prática conhecida mas não tão comum no Brasil é o aluguel de barriga. Dois fatores principais que caracterizam a relativamente baixa procura por este tipo de aluguel devem-se ao seu alto custo e à falta de legislação específica para estes casos. Os valores médios para se ‘alugar’ uma barriga variam entre 50 e 500 mil reais, dependendo do tipo físico, idade, predisposição genética, QI, etc., não inclusos nesta quantia os valores rslativos aos procedimentos médicos: fertilização in vitro, acompanhamento obstetrício, parto…

2009-07-06 Alugue - stylist

A prestação de serviços do consultor de imagem ou personal stylist é mais uma vertentes dessa nova tendência à locação de pessoas. Este profissional tem a função de orientar pessoas que nada entendem ou que querem dar aquela requintada em seu modo de se vestir, se comportar e se apresentar. Geralmente cobra-se um valor pré-determinado por um dia inteiro de ida às compras, com orientações quanto ao que comprar, cores, combinações, etc.

Pensando no assunto percebi que uma infinidade de outros profissionais das mais diversas áreas podem ser ‘alugados’: personal trainers, home care, garotas de programa, modelos, fotógrafos, viúvas carpideiras, guarda-costas, motorista pós-balada…

Mas confesso que nem um dos ‘alugáveis’ me chamou tanto a atenção quanto os amigos de aluguel. Com a proposta de oferecer um serviço que oscila entre a companhia sem conotação sexual e a amizade sem laços profundos – ou seja, nada! – um grupo de amigos lançou-se na idéia de alugar seu tempo livre para servir de amigos descolados para quem tem uma dificuldade a mais na hora de encontrar gente interessante e bonita para curtir uma noitada, um show, uma viagem e até um simples bate-papo! O preço para ter a companhia dos Amigos de Aluguel varia entre 50 e 200 reais POR HORA – dependendo do programa escolhido e de sua localização -, e os gastos extras, é claro, são por conta do “locador” dos amigos.

Em opiniões, dividem-se entre o triste e o prático em quase todos os casos de pessoas disponíveis para locação. A praticidade e até necessidade de algusn dos serviços citados representam uma mudança no padrão – não somente social como cultural – da sociedade. Mas é nítido ver que estes profissionais, ou a maior parte deles, não oferece apenas um serviço ou disponibiliza seu tempo, oferece companhia, um nível de intimidade, sabe-se lá por que razão e com qual finalidade, mas talvez refletindo uma outra face, mais obscura da tendência atual e preocupante que diz respeito às expectativas e anseios da população moderna. A necessidade, por exemplo, de se alugar amigos não soa preocupante a mais ninguém? Confesso que ainda não acredito com todas as letras que a proposta destes jovens seja de fato séria. Parece uma brincadeira de mau gosto aliada a um tremendo descaso com a inteligência das pessoas.

Mas que culpa eles tem?

Há mercado para os serviços que eles prestam, não é mesmo?

Written by Guilherme Ribeiro

06/07/2009 at 21:55

O MPM¹ de MJ

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2009-07-05 MJ

Morre um dos – senão o maior dos – maiores ídolos pop, Michael Jackson.

A morte por parada cardíaca, cuja causa ainda é desconhecida, deu-se na penúltima 5ª feira, 25/06, às 18h26, horário de Brasília.

E pipocaram homenagens na internet [Madonna, Amazon, SonyBMG, etc…] e na TV, e bombam as músicas nas rádios, e esgotam-se os CD’s das prateleiras, também o fazem os livros. Sem contar nos recordes de download ilegal de seus álbuns…

Até aqui todo mundo sabe, todo mundo viu. Certo?

Mas e se – adoro “e se’s” – ele estiver vivo? Já pensaram no tamanho da jogada de marketing – e da loucura?

Com base nos fatos recentes, não acredito ser um verdadeiro absurdo sequer formular esta hipótese – que, diga-se de passagem, surgiu numa mesa de bar, é claro -, mesmo que um tanto alucinada.

Pense só, se amanhã, 2ª feira, a AEG, empresa organizadora da turnê “This Is It”, composta de 50 shows cujo início estava programado para o dia 08 ou 13 de julho [achei essa disparidade de informações na rede] solta um comunicado pedindo a todos que haviam comprado ingressos para o show que marcaria a grande volta de Michael que compareçam a O2 Arena para um tributo ao ídolo pop.

Madonna subiria ao palco e levaria o público ao delírio. Justin Timberlake arriscaria os passos daquele que considera “um gênio, o maior embaixador não só da música POP, mas de toda música”. Beyoncé também estaria presente… E de repente, do meio do palco, surge num elevador em meio à fumaça e jogos de luzes, ele, como uma fênix, renascido das cinzas: MICHAEL JACKSON!

Você deve estar rindo, eu sei. Mas pare e pense. Isso é realmente impossível? O velório ainda não aconteceu… Quantas pessoas viram o corpo dele? Não é tão absurdo se pensarmos de quem estamos falando e do quanto ele está quebrado financeiramente. Sua ‘morte’ não teria a finalidade de isentar’se das dívidas – estimadas entre US$ 400 mi e 1 bi – mas sim de ganhar o suficiente para quitá-las.

E se o velório acontecer antes do show, botem lá no caixão de bronze maciço recoberto em ouro 14k um boneco de cera, realista e digno de uma exposição como a ‘Corpos Pintados’ [2005]- até porque essa possiblidade deve ter sido cogitada pensando na segurança do corpo daquele que quer ser visto pela última vez por pelo menos 1.600.000 pessoas  – número de cadastrados para o sorteio de 8.750 pares de ingressos para a cerimônia no Staples Center, em LA, Califórnia. Até show do Stevie Wonder vai rolar, minha gente!

Sei que muitos blogueiros já falaram sobre 2009-07-05 MJ2este assunto e demais teorias conspiratórias sem nenhum fundamento. Sei também que exagerei na fantasia, mas reforço a idéia de que a morte é ótima para os negócios!

Michael Jackson já era detentor do título de álbum mais vendido da história com as mais de 100 milhões de cópias de Thriller, sem contar os outros discos – mais de uma dezena, ou mais de duas se contarmos as coletâneas – que, se somados ao hit de 1982 ultrapassam 300 milhões fácil, fácil.

Agora que foi treinar seu Moonwalk nas nuvens então… As lojas já fazem pedidos estratosféricos, as gravadoras estão produzindo ao máximo, e já preparam as reedições especiais e novas coletâneas.

Outra ponto que me despertou interesse em torno da morte de Michael foi o modo como os veiculos de comunicação brasileiros trataram do tema. Mas isso fica pra outro post, uma outra hora…

¹Marketing Post Morten

Written by Guilherme Ribeiro

05/07/2009 at 22:47

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